o tempo olhou para baixo e fingiu ser doutro que não meu. desceu a estrada 36 junto ao parque dos atrelados e foi por ali a bater o pé feito aborrecido. arrumou as coisas sozinho e esperou que eu acordasse para o ver rasgar a cortina que comprámos há uns anos (para dar um ar dramático a tudo aquilo) e depois foi-se sem adeus dizer para me lembrar que nem o tempo está nas nossas mãos. estou para aqui a pensar em nós enquanto que o meu olhar se desvanece no laranja da cera em chama. o tempo diz-me que já não há salvação. que a minha alma anda por ai, algures, entre o perdido e o achado.
já tinha saudades das tuas palavras.
ResponderEliminarquando voltas para os nossos cafés?