terça-feira, outubro 25



ele veio e o espaço para todas as coisas abriu-se pelas ruas e pelas casas da cidade. conheceram-se entre amigos numa subtil e erótica sensação de estarem tão próximos e ainda não o estarem. desde então falam horas intermináveis ao telemóvel quando a distância os aperta demais. quando um deles volta o ar estala em pequenos e ruidosos pedaços de histeria que eles juntam e atiram ao rio no fim da madrugada enquanto vêm o sol nascer ao fundo da colina. aos sábados saem sempre para jantar e depois do dia acabar ficam muito tempo deitados nus sobre os lençóis a olharem-se nos olhos enquanto que o grande teatro do mundo os espera lá fora.









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