hoje parei no café espelhado. dois tragos frios e um cigarro mal apagado. subi a rua dos guarda-chuvas e encontrei os teus cabelos soltos nas comissuras da estrada. esperei pelo autocarro na paragem do costume e o teu cheiro apareceu. fugi da cidade. passei pela casa que pensava tua e senti-te na minha boca, a desafiar a minha veemência. julguei ver-te várias vezes no caminho para casa. acho que hoje não vou dormir.
tive a certeza de que o tinha visto antes de entrar para o comboio.
ResponderEliminarfiquei com a boca seca. o coração acelerado.
desmaiei e quando acordei já estava em casa.
desde então não tenho conseguido dormir.
está bom o texto, está.