domingo, fevereiro 20





fomos uns idiotas no momento em que descobrimos o amor e nos entregámos a ele. fomos uns idiotas porque não soubemos dosear o seu poder e, seduzidos, deixámo-nos levar de olhos fechados, sentimos a adrenalina a queimar, as palavras tontas e o vapor da pele. como um bom cabrão ele vai e vem quando quer, quando está para ai virado. ficámos com o coração nas mãos e, no entanto, quando ele regressa omitimos a noite em que saiu da nossa cama, sem avisar, e nunca mais voltou, pelo menos enquanto lhe apeteceu. caímos no mesmo vezes em conta, tornou-nos vulneráveis, ansiosos por sentir o infinito à nossa frente, nem que seja uma vez por outra.
hoje desejei morrer mas já não podia, morri no dia em que descobri o amor (não o trocaria por nada).




2 comentários:

  1. já sabes o que penso deste texto.
    a foto enquadrou-se bem.

    hoje também desejei morrer, também descobri que já não podia, e tudo porque fui idiota sozinha

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  2. todos os dias o amor por nós próprios faz-nos ser uns idiotas.
    á partida.

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