esta tarde não me parece minha. cheira a areia molhada e ouve-se Sinatra por entre as solas das velhas. esta tarde onde tudo corre bem. o sol voltou por isso marca-se um encontro no café do costume e come-se aquele gelado ansioso. tento esconder-me no castanho desbotado dos meus olhos à procura de chaves matemáticas. enquanto disso, sinto as mãos cortadas, a pele fria. sou livre como o meu cabelo. uma tarde perdida esta.
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