sábado, maio 26



é a minha vez de falar e prefiro calar-me, como sempre. palavras são bits que marcam o tempo. há-de chegar aquele que fale sem pensar e aí eu reformulo a minha verdade. não há nada mais belo do que o olhar daqueles que ficam para ali sem nada dizer. não há nada mais belo que essa imagem perdida. refugio-me então neste jardim onde a luz espreita por entre todos estes ramos que camuflam os nossos sonhos e o silêncio reina por entre todas as poeiras desta primavera amarga. um dia ainda seremos felizes.

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