sexta-feira, junho 24



à noite, quando vou dormir, imagino-te comigo nas minhas coisas. adormeço e passo pela cidade onde encontro alguém que não me lembra o nome. és tu. não dizes nada. trocamos uma frágil lembrança e eu acordo de repente, mergulhado em água fria. quase tremo quando estico o braço e sinto ao meu lado o colchão raso, não desfeito. tenho os pés a arder, sem querer e entre mim e a cidade é tão denso esse fumo.

hoje, quando acordei a meio da noite, senti-me um bicho.
















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