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seguimos em frente na expectativa de nos desfazermos das coisas que partem e nos partem. fazemo-lo tarde porque não nos apercebemos quando foram, ou melhor, não queremos que nos partam de uma vez. preferimos apodrecer aos bocadinhos, à sombra do tempo. sabes, acho que somos feitos de vidro, um vidro fraco e fácil de quebrar. é fino, pouco brilha, sujo e delicado. muito delicado. vejo-te passar. vens de mão dada com outro homem na expectativa de me deixares para trás. é a mim que tu amas. e eu a ti. mas amo-te tanto quanto te odeio. saudades de nós.
escrito a 20 de Setembro
Jamais pensei que eu fosse escrever-te estas palavras, porque o meu peito esteve sempre repleto de amor por ti e, ainda hoje, nesta madrugada em que me sinto tão só, é ele que me move a dizer-te que te amo e, infelizmente, também, é ele que me diz que chegamos ao fim.
ResponderEliminarChegamos ao fim porque talvez não tenhamos tido a paciência suficiente para superarmos alguns pequenos problemas... chegamos ao fim porque talvez não tenhamos sabido lidar com a sensibilidade do outro e, porque, talvez, não tenhamos acreditado naquele sábio verso do Fernando Pessoa, que diz assim: "...há distância entre intenção e gesto..."
É... é verdade! Há distância entre intenção e gesto porque eu sei que sempre quis fazer-te feliz, da mesma forma que eu sei que esta também era a tua intenção. No entanto, não fomos capazes de realizar isto... Por pura incompetência, e de ambas as partes, infelizmente! Assim, é melhor que consideremos este caso de amor como encerrado. Eu sei que estaremos sempre próximos. Nos mesmos lugares comuns a mim e a ti, onde, inevitavelmente, os nossos olhares se cruzarão. No entanto, as lágrimas que eu derramei na tua frente já secaram, mas continuo a derramar lagrimas sempre que penso em ti.
Hoje, o meu peito ainda guarda a tua marca. Nele ainda está inscrito o teu nome, mas o meu esforço é para que o meu coração passe a bater noutro ritmo, mas nao consigo.
um dia achei que citarias isso. quanto mais amas, mais odeias .
ResponderEliminarSim mas nao é bem assim. Depende de muitas coisas. Quer tu queiras ou nao, nunca consegues amar ao ponto de odiar. É tudo uma questao de respeito e liberdade. Isso sim.
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