vou apanhar um táxi, quero que me mordas o coração. que me firas. que me craves a mão no peito e me beijes os olhos, as pernas, a pele a ferver. quero que me esfries os lábios, que os aqueças a seguir. quero que sintas o meu sangue a correr no teu. quero que me abanes. quero sentir os teus braços em volta do meu corpo e a acabarem bem juntos, com força, no interior das minhas costas. quero que me encolhas até ao tamanho de uma mão fechada. da tua mão fechada. quero que todos os meus sentidos estremeçam ao simples contacto do teu rosto. quero que o meu mundo acabe em ti. quero que saibas que quero tudo isto. que te quero em casa quando sair do táxi e tocar à campainha. que te vou rasgar o céu da boca. que te vou fazer gritar quando for eu a morder-te o coração.
na viagem de táxi, só consigo pensar nas hipóteses. concretizáveis ou não. agradáveis ou não. na hipótese. de sentir a tua respiração nos meus ouvidos, no meu pescoço delicado. de sentir os teus braços envolverem-me como se fôssemos um só. como uma espécie de casulo. de olhar para ti e não desviar o olhar. de te conseguir sentir. de te poder sentir. quando me morderes o coração.
ResponderEliminarBeijinho *