de vez em quando, pela manhã, passo pelo rio no caminho para a escola. sinto a briza. o vento frio contra a cara ainda adormecida. acontece de uma forma desapressada. um alívio. um momento praticamente abolido de um dia cheio de coisas para fazer e despachar. ouço as gaivotas. só gosto delas de manhã. no caminho para a escola. queria perder-me aqui. verbalizar-me desta forma tão simples e sossegada. daqui a umas horas está tudo agitado e acumulado. é um dia de apertos. sem folgas. sem pausas. passamos o dia a tropeçar. a tropeçar nas coisas para fazer. passamos a maior parte do nosso tempo a pensar nas coisas urgentes e esqueçemo-nos do essencial. o equilíbrio. foge-nos pelas mãos sem darmos por isso. quando não passo pelo rio, de manhã, no caminho para a escola, o dia não é o mesmo.
agora quando passo pelo rio lembro-me de ti.
ResponderEliminargostei, bruno, muito.