já não há espaço suficiente para me esconder, estou grande demais. vou é arranjar um púcaro e enfiá-lo na cabeça para ninguém me ver na rua, tenho o rosto distorcido. são seis da tarde e não sei o que fazer. acredito nas tuas palavras e sofro pela veracidade dos nossos discursos desfeitos pela casa que não é minha e me esfria todas as vezes que partes de olhos tristes. recuso que me deixes só agora. recuso o teu adeus, sempre. exponho-me em silêncio e revelo a mim mesmo a minha omissão. mudar é destrutivo, meu amor. é devastadora esta ruína, este peso que protejo. penso se haverá algum dia uma forma de me amares da maneira que eu te amo. sou é incapaz de imaginar um mundo sem a tua guarda, não existe ninguém nesta ou em qualquer outra terra que me traga mais cativo de tudo isto que fomos e somos. perder-te será a minha destruição, sei disso. tudo o resto é relativo.
domingo, janeiro 8
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