quinta-feira, abril 28





acordo, hoje. estremeço ao sentir o chão frio, devo ter caído durante a noite. levanto-me e saio de casa rapidamente. preciso de subir a colina e sentir o calor do sol naquele nosso lugar. pintámos o nosso amor a aguarela e a chuva de Abril esborrou os nossos rostos. as pedras da calçada lacrimejam por não nos terem mais. não há pessoas aqui. só agora reparo que estou nu. tenho o palato seco, meu amor. vem ter comigo agora. trás contigo o gelo e o etéreo e a loucura também. aproximo-me do céu, onde nos encontraremos outra vez. sinto o fulgor da nossa chegada. e sorrio. e choro. e corro para ti. sinto-me feliz, meu amor. não quero tudo, quero-te a ti. tudo acaba por não caber. estou a voltar. agora posso morrer. e levo-te comigo. amo-te de uma forma tão estranha.




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