sábado, março 26






tenho caminhado por estas estradas, por estas estradas frias onde não há nada de certo e nada de errado. tenho caminhado tanto que me doem os calcanhares, pontadas de cansaço nas almofadinhas calejadas. tenho caminhado tanto, meu amor. e enquanto caminho consigo sentir-te ao meu lado. mesmo aqui, a raspar no meu braço. não nos olhamos, não nos atrevemos. e então paramos e choramos, lágrimas secas nos nossos ombros. e choramos pedras também. frias, como as estradas, como nós.

2 comentários:

  1. 6 passos em frente, com mais 3 em que o perfil é marcado, continua-se com 3 para a mão em concha sobre o peito, 3 entre mão que segura a cabeça pendida e mais 3 para anular tudo. 6 passos para chegar a um semi-circulo sem saída onde a cabeça roda rapidamente em busca de um olhar, que parece não querer. 6 para uma linha lateral. Grupo colado, tudo por inteiro, raspar de braços que é repelido. Deixar de olhar... Arrastar levantar, arrastar levantar! Braço e mão pendida que denuncia a vontade de um toque. Não há frieza apenas falta a deixa para a entrada em uníssono.

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