sonhei contigo esta noite,
não me atrevi a pedir-te nada. já não importava. já não me lembrava sequer do que podia pedir-te. a amargura apanhou-me com um aperto e aprisionou os recantos das nossas bocas. a tua falta assombrou-me a alma e desproveu-a de vontades e estados serenos. disse-te o que consegui "tenho saudades tuas", o corpo paralisa ao expressar, na tua frente, as assombrações das noites e dos dias passados. aproximaste-te e abraçaste-me. enrosquei-me nos teus braços como se possível a entrada física para dentro de ti. queria entrar. forçar-te a sentir a grandeza do meu amor. dos nossos olhos escorriam horrores salgados, sonhos desfeitos e inacabados, restos de esperanças que perdemos com o passar das manhãs. beijaste, com um toque doce, a minha cabeça, e disseste: "não posso". partiste-me o coração em dez, vezes dez, as vezes que contigo enlouqueci.
domingo, novembro 7
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